quarta-feira, 5 de outubro de 2016

OS CULPADOS SOMOS NÓS




Então, de repente
Os culpados somos nós!
Nós
A maioria
Nós 
trabalhadores
Nós 
Educantes e educados
Nós que queremos mais
Igualdades
Justiça justa
(Esquisito pedir que a Justiça seja justa,
Mas estes tempos são tão estranhos)
Mais
Liberdade
Educação
Cândido Portinari
Cultura
Arte
Honestidade
Biodiversidade.
Nós 
Os culpados
Por entendermos 
Os "erros" aspáticos
Como certos
Como precisos
Como corretos.

Para nós,
Ingênuos Artesãos da Vida,
O errado sempre foi o errado
O certo sempre foi o certo.
Erramos!
Erramos?

Então, (não consigo entender,
Nem me conformar)
Os certos são os que defendem
A minoria que vive bem?
Os que são, como seus carros,
Blindados?
As pessoas de terno engomado
Cândido Portinari
E de fantástico sorriso global?
Os que definem o que é Direito
O que é pecado
O que é medo?
(posso temê-los,
Mas os enfrento).
Certos são os que decidem
Contra maioria 
E a favor da sua estranha e amiga família?
Certos estão os que fazem do crime
A regalia?
Certos estão os que transformam
A colocação pronominal
Em colocação ditatorial?
Pensam que são e estão acima
De nossas almas
E de suas honestas limitações?
A realidade, codinome de verdade,
Deixou de ser virtude
E virou virtual?

Cândido Portinari
Não os julgo pois não quero ser julgado
Por tão  injustos julgadores.
Apenas afirmo meus e nossos erros
E, também, espalho perguntas
Inocentes e imparciais
Aos indecentes e sem moral
Que querem vender
Aos amigos de uma 
Família Muito Internacional
O país em que nasci.
                                      Dourovale
                              Artesão da Literatura



4 comentários:

  1. Pois é! Se cada qual houvesse cumprido seu dever, conforme o eternamente prometido, nossa culpa talvez não fosse tão extensa! Abraços!

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  2. Pois é! Se cada qual houvesse cumprido seu dever, conforme o eternamente prometido, nossa culpa talvez não fosse tão extensa! Abraços!

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  3. Pois é! Se cada qual houvesse cumprido seu dever, conforme o eternamente prometido, nossa culpa talvez não fosse tão extensa! Abraços!

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